A nossa história

A Rede de Transição em Portugal representa um colectivo de pessoas e iniciativas portuguesas que se reuniram para juntar esforços, sonhos e uma visão em prol de uma actuação e mudança pró activa em Portugal motivadas pelos alicerces do movimento de Transição.

Desde Novembro de 2010 a Setembro de 2013 que nos reunimos para criar esta rede conjunta, co-criando a estrutura e bases com uma identidade própria e que possa ao mesmo tempo inspirar e cativar mais pessoas, projectos e sonhos em Transição!

IMG_6565Não é fácil registar a história do movimento de transição em Portugal pois existem inúmeras histórias vividas pelas pessoas activas nas iniciativas de Transição. Porque todas as iniciativas contribuem de forma significativa para a aprendizagem e crescimento de todo o movimento, as histórias e os momentos mais importante de muitas iniciativas de transição merecem ser contados para ilustrar quem somos, o que temos aprendido, descoberto, ensaiado, concretizado, celebrado e construído.

Mas porque esse relato seria demasiado extenso, contamos a história do movimento da Transição em Portugal através dos momentos de encontro nacionais e de alguns momentos que juntaram o movimento e que não podemos deixar de celebrar:

  • 10 de Abril, 2010 |  I Colóquio Nacional – Transição para uma Economia e Cultura Pós-Carbono | Pombal
  • Abril, 2010 | Registo da 1ª Iniciativa Portuguesa (Paredes) na Transition Network
  • 16 e 17 de Outubro, 2010 |  I Curso de Iniciativas de Transição (IT) em Portugal | Pombal
  • 28 de Novembro, 2010 | I Encontro Nacional de IT | Telheiras
  • 5 de Fevereiro, 2011 | II Encontro Nacional de IT | Pombal
  • 17 de Abril, 2011 | III Encontro Nacional de IT | Portalegre
  • 16, 17 de Julho, 2011 | IV Encontro Nacional de IT | Aldeia das Amoreiras
  • 17 e 18 de Setembro, 2011 | II Curso de Iniciativas de Transição em Portugal | Sintra
  • 5 de Fevereiro, 2012 | V Encontro Nacional de IT | Linda-a-Velha (http://transicaolav.blogspot.pt/2012/02/fim-de-semana-4-e-5-fevereiro-rescaldo.html)
  • 24 e 25 de Março 2012 | III Curso de Iniciativas de Transição em Portugal | Linda-a-Velha (
     http://transicaolav.blogspot.pt/2012/03/3-curso-de-iniciativas-de-transicao_30.html)
  • 26 e 27 de Maio, 2012 | VI Assembleia Nacional | Janas, Sintra
  • 9 e 10 de Junho 2012 | IV Curso de Iniciativas de Transição em Portugal | Lisboa
  • 2 e 3 de Fevereiro, 2013 | V Curso de Iniciativas de Transição em Portugal | Janas, Sintra
  • 14, 15 e 16 de Junho 2013 | Ajudada – 1º grande encontro de economia da dádiva | Portalegre
  • 8 e 9 de Setembro, 2013 | VII Encontro Nacional de IT | Linda-a-Velha
  • 9 e 10 de Novembro 2013 | VI Curso de Iniciativas de Transição em Portugal | Coimbra
  • 10 de Fevereiro de 2014 | Lançamento do site oficial da Plataforma de Transição Portugal em www.transicaoportugal.net

Em  2009,  a  criação  da  rede  social  online  ‘Transição  e  Permacultura  em  Portugal’,  na plataforma online NING funcionou como primeiro agregador de interessados no movimento, reunindo simultaneamente (e sobretudo) interessados no movimento de permacultura.

Em Abril de 2010 o movimento chegou oficialmente a Portugal, pela organização do I Colóquio Nacional, em Pombal, e pelo registo de Paredes (Abril) e Pombal (Maio) como iniciativas de transição na TN.

Em Outubro realizou-se o  I  Curso  de  Iniciativas  de  Transição,  também  em  Pombal,  que reuniu cerca de 25 participantes, alguns já membros de grupos  pioneiros de iniciativas. O curso catalisou o surgimento de uma primeira vaga de iniciativas, nos meses de Novembro  e  Dezembro  de  2010 e  estimulou  a criação de uma rede informal de iniciativas de transição portuguesa.

Desde então, as iniciativas têm desenvolvido o seu trabalho ao nível local e organizado anualmente encontros nacionais.

Os três primeiros encontros tentaram sobretudo reunir consenso sobre a formação de uma associação nacional de iniciativas e a formação do hub português. Grande parte das iniciativas considerou prematura  a  constituição  de  uma  entidade  à  escala  nacional, devido às  condições  exploratórias  das  próprias  iniciativas e da própria plataforma e criou-se um conflito quando a rede social do ning foi usada para promover a visão de uma pessoa, sem respeitar os processos de grupo e tomada de decisão das iniciativas de transição juntas em encontros nacionais. A rede social permaculturaportugal.ning.com deixou então de pertencer à rede das iniciativas de transição portugal e à Transition Network pois desrespeitou os princípios de honestidade, inclusão e transparência ao manipular a rede social para tentar obter uma estrutura hierarquica com presidente para controlar o movimento de forma não aceite pelo mesmo. A rede social do ning criou então uma associação independente da plataforma de iniciativas, a tpp e distanciou-se das iniciativas de transição e do seu processo de decisão encontros nacionais e grupos de trabalho.

Apesar deste conflito que afectou o ânimo do trabalho ao nível naiconal, as iniciativas prosseguiram com a organização de encontros nacionais para partilha de aprendizagens e criação de uma plataforma de comunicação e suporte às iniciativas de Transição de Portugal.

IMG_6616Em meados de 2013, início de 2014 a Plataforma mobilizou-se para a construção um site oficial da Plataforma, como forma de clarificar a identidade da Plataforma da Transição em Portugal.

Por esta altura a Plataforma das Iniciativas de Transição em Portugal publica trimestralmente uma newsletter digital, tem quatro formadores oficiais Portugueses do Curso de Iniciação à Transição e tem cerca de 30 iniciativas registadas entre o site da TN e a RedeConvergir.net, com algumas delas a dinamizar um vasto programa de actividades nas suas localidades.

A rede informal entretanto constituída mantém contacto regular via online e reúne iniciativas muito diversas entre, quer pelo contexto geográfico e social das suas comunidades, quer pelo  número  de  envolvidos  nos  projectos,  quer  pelo  tipo  de grupos  constituídos.

A Área Metropolitana  de  Lisboa  concentra  várias  iniciativas mas  no  global  do  país  as iniciativas estão espalhadas por grande parte do território com  realidades  distintas:  aldeias, bairros, vilas, cidades, áreas peri-urbanas, áreas suburbanas, no litoral e no interior.