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Oficinas no seminário “Porto, Cidade em Transição”

OFICINAS de CAPACITAÇÃO (resumos em baixo)

BLOCO A (16h30-17h15)

BLOCO B (17h15-18h00)

AJUDADA: a inspiração da economia da dádiva para o desenvolvimento local

Filipa Pimentel, Luís Bello Moraes, Annelieke van der Sluijs

Tipo de oficina: conversa/reflexão

Limite de participação: não há

Um Ano em Transição: Encorajar jovens adultos a encontrar o seu papel na economia local

Annelieke van der Sluijs, Andreia Ruela

Tipo de oficina: apresentação com conversa

Limite de participação: não há

Três perguntas sobre REconomia

Cristiano Bottone

Tipo de oficina: Breve apresentação seguida por conversas em grupos (World Café)

Limite de participação: 40

Avaliação Económica Local – “Blueprint”

Totnes – Itália – Portalegre (Filipa Pimentel, Cristiano Bottone, Luís Bello Moraes)

Tipo de oficina: apresentação com conversa

Limite de participação: não há

BLOCO C (16h30-18h00)

Um Caminho Incontornável de Ser Humano

José Soutelinho

Tipo de oficina: jogos/dinâmicas de grupo com reflexão

Limite de participação: 20

Parcerias comunitárias

Luís Pereira e Clara Nogueira (Viver Telheiras)

Tipo de oficina: jogo/dinâmica de grupo – encenação – com reflexão

Limite de participação: 40

Transição no contexto profissional

Mónica Barbosa  (Casa Verde)

Tipo de oficina: jogo/dinâmica de grupo e individuais com reflexão

Limite de participação: 9

Semear Alternativas – Experiências facilitadoras de (trans)acções

Antónia Silvestre e Rosa Maria Carreira (Covilhã em Transição/CooLabora)

Luís Tiago e José Pedro (Ecosol, Porto)

Sara Moreira e Filipa Almeida (AMEP – Moving Cause, Porto)

Tipo de oficina: jogos/dinâmicas de grupo – simulação – com reflexão

Limite de participação: 40

 

Resumos oficinas

(A1) AJUDADA: a inspiração da economia da dádiva para o desenvolvimento local

Luís Bello Moraes, Filipa Pimentel e Annelieke van der Sluijs | conversa/reflexão (45 minutos) | Limite de participação: não há

O encontro da AJUDADA decorreu em Junho de 2013 em Portalegre. Organizadores e participantes tiveram em mãos o desafio de explorar o potencial da economia da dádiva, quer durante a sua preparação quer durante o próprio evento. Juntos tentaram responder à pergunta: O que podemos conseguir quando partilhamos os recursos e as capacidades que existem na nossa comunidade de modo a que todos tenhamos um papel activo na criação dum futuro próspero?

Todo o processo de organização, que decorreu durante os 6 meses que precederam os 3 dias do evento, foi muito coerente no que diz respeito ao espírito da dádiva, e na experimentação inovadora aplicada a dinâmicas de co-organização (de forma orgânica) por parte da própria comunidade local. Este processo inspirou todos os envolvidos, num modelo de co-responsabilidade, a contribuírem de acordo com a sua vontade e disponibilidade, tendo as contribuições sido tão diversas, tanto em forma como em quantidade, como diversos foram os participantes.

A AJUDADA foi um evento marcante por ter permitido vislumbrar uma outra forma de viver o dia a dia em que a confiança e a alegria de dar e receber, de construir em conjunto, passam a comandar as nossas acções.

Nesta oficina vamos partilhar as experiências com a organização deste evento para alimentar uma conversa sobre o significado da economia da dádiva e dos próprios processos participativos de desenvolvimento local.

Vídeo curto sobre a AJUDADA

Balanço resumido dos recursos envolvidos na AJUDADA

(A2) Três perguntas sobre REconomia – um caso Italiano

Cristiano Bottone | Breve apresentação seguida por conversas em grupos (World Café, 45 minutos) | Limite de participação: 50

Vou contar-vos a história de uma experiência de REconomia numa comunidade na Itália, e sobre quatro perguntas que dela emergiram. Só passados alguns meses constatámos quão importantes estas perguntas eram, daí a minha vontade de partilhar esta experiência e o significado profundo destas perguntas.

A primeira pergunta era sobre Avaliação Económica de um território e a sua comunidade, as outras três perguntas são sobre “entender o cenário”, “assegurar diversidade” e “acesso ao conhecimento”. Depois de contar a história, vamos colaborar para encontrar possíveis respostas.

(Nota: REconomia neste momento está a desenvolver-se como metodologia completa, para oferecer a municípios e Câmaras Municipais, para enfrentar os desafios da nossa época)

(B1) Um Ano em Transição: Encorajar jovens adultos a encontrar o seu papel na economia local

Andreia Ruela e Annelieke van der Sluijs | apresentação com conversa (45 minutos) | Limite de participação: não há

O programa “Um ano em Transição” (One Year in Transition) nasceu há três anos na Inglaterra, para envolver mais jovens adultos na Transição a apoiá-los a criar o meio de subsistência que desejam, simultaneamente empoderando‐os a criar uma mudança positiva e sustentável nas suas comunidades. Neste momento, estamos a adaptar este programa para o contexto português.

Os participantes deste programa vão planear e concretizar a sua própria jornada apoiado por mentores, algumas semanas de formação e, muito crucial, aprofundando e expandindo as ligações com pessoas e entidades locais. Colaborando com pessoas que conhecem bem a realidade socio-económico e ambiental do local, e que podem apoiar com questões que ultrapassam a capacidade de um indivíduo, aumenta-se a probabilidade de benefícios mútuos deste percurso.

Depois da apresentação da base deste programa, vamos entrar numa exploração sobre como projectos como estes podem apoiar o desenvolvimento local, e como entidades numa comunidade podem tornar-se catalizadoras deste processo, ao mesmo tempo criando melhores condições para o seu próprio funcionamento.

Programa Um Ano em Transição

(B2) Avaliação Económica Local – “Blueprint”

Cristiano Bottone, Filipa Pimentel e Luís Bello Moraes | apresentação com conversa (45 minutos) | Limite de participação: Não há

O processo de Avaliação Económica, o qual designamos por MEL – Mapa da Economia Local – foi ensaiado em 3 comunidades inglesas em Transição: Totnes (market town – pequena cidade comercial), Hereford (rural) e Brixton (centro urbano). Este trabalho faz parte do projecto – “REconomy” – da Transition Network e todos os resultados dos 3 projectos piloto podem ser consultados aqui.

Estes projectos constituem a base para um processo genérico e replicável que pode ser usado para estimar o potencial de sectores de qualquer economia local, (nova ou recente), primariamente em termos de valor económico quantitativo, mas também explorando benefícios sociais e ambientais.

Para a concretização deste objectivo é essencial o envolvimento de entidades locais que tenham uma relação de proximidade com a realidade sócio-económica e ambiental do concelho, nomeadamente no que toca aos temas a abordar neste projecto. Este envolvimento resulta numa contrapartida positiva, em que todos saem a ganhar.

Metodologia simplificada para Avaliação Económica

A necessidade de ter uma metodologia de avaliação fácil ao nível local surgiu durante a primeira experiência REconomia na Itália. Cidadãos, poder local, empresas, todos precisam de uma visão clara sobre o funcionamento da economia no seu território. Foi assim que a Transition Italia, em parceria com a Associação de Municípios da província Emilia Romagna e o consórcio universitário CURSA, num projecto do Ministério Italiano do Ambiente, decidiu desenvolver uma forma de agregar e apresentar dados para criar uma visão quantitativa da situação económica atual  de forma acessível, fácil de aplicar e implementar a baixo custo. A metodologia neste momento encontra-se numa fase de teste em três municípios e podem funcionar como inspiração para projectos semelhantes por toda a Europa.

(C1) Um Caminho Incontornável de Ser Humano

José Soutelinho |  jogos/dinâmicas de grupo com reflexão (1,5 horas) | Limite de participação: 20

Porque é que criamos resultados que ninguém deseja, seja na Ecologia, na Economia, na Justiça, na Saúde, na Educação, na Política, etc?

Por mais sucessos e boas práticas locais que encontremos, os resultados globais não são atraentes nem os pretendidos – à escala nacional, europeia e planetária.

Se todos estes sistemas sociais são desenhados por Humanos para servir os Humanos em harmonia com a Natureza, é visível que precisamos de um Novo Ser Humano capaz de criar novas realidades individuais e colectivas.

Precisa-se percorrer um caminho individual (Transição Interior), estabelecer ambientes de partilha, reflexão e decisão (Diálogo) e construir novas realidades através da Acção (Métodos Colaborativos) – e tudo isto nutre a realidade da Transição Exterior.

Nesta oficina vamos dar mais corpo a esta necessidade e mapear estas dimensões da Transição Interior, do Diálogo e dos Métodos Colaborativos.

(C2) Parcerias comunitárias

Luís Pereira e Clara Nogueira |  jogo/dinâmica de grupo – encenação – com reflexão (1,5 horas) | Limite de participação: 40

Esta oficina será um espaço de reflexão sobre a importância das parcerias na intervenção comunitária. Nela pretende-se explorar colectivamente as diferentes formas que as parceiras podem assumir; os processos de formação do grupo; os vários tipos de parceiros e os papéis que desempenham (poder local, associações, IPSSs, grupos informais, cidadãos); e os factores que facilitam e/ou bloqueiam os processos de trabalho conjunto na comunidade.

O contributo de todos os presentes e a troca de experiências serão fundamentais para que esta oficina possa ser um momento catalisador de novos projectos em parceria por parte dos presentes.

(C3) Transição no contexto profissional

Mónica Barbosa (Casa Verde) | jogo/dinâmica de grupo e individuais com reflexão (1,5 horas) | Limite de participação: 9

Precisamos de fazer de conta que não estamos a destruir o nosso planeta para manter os nossos hábitos de vida.

  • Que emoções desperta esta tomada de consciência?
  • Como lidamos com elas?
  • Que impacto tem esta consciência no desempenho da nossa profissão?
  • Que soluções podemos encontrar para implementar no nosso contexto profissional?

Uma oficina que, através de várias dinâmicas de grupo e individuais, irá terminar com planos concretos para cada pessoa no seu contexto profissional.

(C4) Semear Alternativas – Experiências facilitadoras de (trans)acções

Antónia Silvestre e Rosa Carreira (Tear, Covilhã); Luís Tiago e José Pedro (Ecosol, Porto); Sara Moreira e Filipa Almeida (AMEP , Porto) |  jogos/dinâmicas de grupo – simulação – com reflexão (1,5 horas) | Limite de participação: 40

O caminho para preparar as sementes necessárias para fortalecer o empoderamento do indivíduo, fomentar a fraternidade e os valores comunitários através da criação de trocas de saberes, produtos e serviços e experiências com moedas social/solidaria/alternativa.

Partilha de experiências com duas moedas locais (o Tear da Covilhã e o Ecosol do Porto), dinâmicas de grupo para apoiar a introdução de iniciativas de troca e dádiva e simulação da moeda Ecosol baseado no caso da rede AMEP, que promove a produção e consumo local de bens alimentares.

A moeda Ecosol

O EcoSol é uma moeda virtual, local, para o desenvolvimento de uma economia solidária no Porto. É criada de forma transparente e baseada na confiança e compromisso dos seus participantes. É solidária pois surge da própria comunidade e é utilizada de forma a atingir fins comunitários fundamentais, que permitam aos seus membros o acesso a uma qualidade de vida digna, cobrindo necessidades de alimentação, vestuário, saúde, educação, etc. Estas capacidades desenvolvem-se através da implicação comum na criação do bem-estar, já que a Ecosol permite fazer intercâmbios individuais e colectivos de forma local e livre, de forma directa (troca clássica) ou indirecta (entre diferentes pessoas em distintos momentos e por produtos, serviços e saberes de diferente valor)

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